A HORA DA DECISÃO
 

 

A hora da decisão



Osmar José de Barros Ribeiro



21 de setembro de 2018



Estamos próximos das eleições quando serão escolhidos, pelo sufrágio universal, além do novo Presidente da República, uma parcela do Senado, deputados federais, governadores e deputados estaduais.



A bem da verdade, todos esperavam a reedição do embate entre dois primos: a esquerda, representada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e a social democracia, bandeira do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Na verdade, caso tal embate ocorresse, nada mais seria que uma briga de família, posto que a raiz de ambos os partidos repousa nos ensinamentos marxistas, atualizados pelos ensinamentos de Gramsci e seus caminhos, para atingir o "paraíso socialista", divergem apenas na forma. Resumindo: o PSDB é o PT de paletó e gravata.



Até algum tempo, tudo corria segundo os costumes políticos nacionais: as correntes de esquerda, em boa parte dissidentes do PT, como de costume sem se entenderem, lançaram diferentes candidatos um bom número de partidos, ditos de "centro" reuniram-se, após os convenientes acertos para a distribuição do butim, em torno daquele postulante cuja vitória, dado o apoio recebido, seriam favas contadas um outro partido, esse especializado em apoiar os vitoriosos, fossem eles quais fossem, após anos sem apresentar um concorrente à presidência da República, indicou um ex-ministro da Fazenda com larga vivência nos meios econômicos. Outros candidatos surgiram, de defensores das ideias liberais aos conservacionistas, todos sem grande oportunidade de assumir o Poder Executivo.



Porém, contrariando as regras não escritas, surgiu um cataclismo representado por um deputado federal que, sem tempo de propaganda televisiva ou apoio da imprensa mais tradicional, tomou o primeiro lugar nas intenções de voto, ainda que apresente elevado índice de rejeição segundo levantamentos feitos por firmas ditas especializadas. A razão maior do seu sucesso vem sendo a oposição à tradicional troca de favores, cujo ápice vamos encontrar no "governo de coalizão" desenvolvido ao longo dos treze anos de hegemonia petista e que redundaram na maior corrupção jamais praticada em nossa terra.



A reação não se fez esperar. Os políticos, de diferentes extrações ideológicas, logo procuraram desqualifica-lo e, nessa tarefa, tiveram o apoio dos meios de comunicação que colocaram-se, como vem acontecendo no Brasil há muitos anos, a serviço dos poderosos, eis que existe, entre os que levam ao grande público o conhecimento dos fatos, uma enorme falta de compromisso com a ética pois, no afã de agradar aos poderosos, demonstram covardia, um medo patológico de defender o que é correto. Existem até mesmo aqueles que responsabilizam a vítima, em lugar do marginal que a rouba, fere ou mata. É a praga do "politicamente correto".



Está chegando a hora da verdade. Há quem diga que esta será, muito provavelmente, a eleição mais decisiva, embora ainda indefinida, da história republicana. Pela primeira vez, um candidato sem ligação com partidos de peso, sem contar com a simpatia dos meios de comunicação e a dos herdeiros do histórico patriarcalismo nacional, ameaça o poderio político e econômico daqueles que, ao longo dos anos, habituaram-se a dar as cartas na vida de milhões de pessoas.



Tal candidato, como suas qualidades e defeitos, representa a sede de mudança, a ânsia por novos e melhores tempos que permeia a sociedade. Seu rival mais poderoso, títere de um presidiário que manobra os cordões do PT desde uma "sala de estado-maior", representa o caminho da servidão.



Aproxima-se a hora da decisão! A sorte está lançada!



Que Deus nos proteja!