AfD DÁ ALMA NOVA AO BUNDSTAG E SURPREENDE!
 

 

O fulminante e magnífico discurso de Alice Weidel


Por Peter Bartels


POLITICALLY INCORRECT NEWS


21 de novembro de 2017





Como o AfD tornou um Parlamento deprimido, em um lugar agitado novamente.


Agora eles já estão lá, onde milhões de eleitores queriam vê-los e ouvi-los. Sim, no Parlamento!


Seis milhões de eleitores do AfD, representando quase 13% dos votos, tornou-os a 3ª maior força do Parlamento alemão e o que se ouve agora são aplausos em toda as plenárias.


E que maravilha!


Eles nem parecem deputados. Nenhum deles marcha com uniformes marrons e nem sequer se vê uma suástica invertida. Nenhum macacão, roupa de malha ou tênis como os integrantes do Partido Verde. Não, eles chegaram se vestindo decentemente com roupas retrô e sapatos mocassim. Algo simples e sem pretensões.


E que loucura. Nenhum dos representantes do povo bateu impiedosamente em alguém, da mesma maneira com Göring, Goebbels ou Hitler fizeram outrora. Pelo contrário, eles discursaram como os deputados do CDU/CSU, SPD, FDP, Verdes e Linke. Até mesmo respeitaram os tempos de discurso que era permitido para cada um dos oradores.


Meu Deus, quem imaginaria que os eleitores do AfD são pessoas como você e eu. Eles visivelmente elegeram pessoas, como era também antigamente. Eles até mesmo dominam a língua alemã e de fato, utilizam-na de maneira franca, como por exemplo:


1. Dr. Bernd Baumann: “Nós do AfD nos juntamos às propostas do CDU,CSU,SPD,Verdes e Linke ... mas o tempo de acreditar num governo o qual não teve sucesso, está aos olhos do AfD, no limite de seu fim ... Nós deveríamos observar que o maior Projeto de Lei neste momento, da atual gestão de governo, é pedir permissão para se aprovar, algo que é reservado a nós, uma urgência em relação à demanda de Comissões Técnicas. Imediatamente, minhas Senhoras e Senhores”. Baumann quando terminou de falar, retornou ao seu lugar no plenário.


2. Marc Bernhard: Porta-voz do AfD e representante da bancada estadual de Baden-Württemberg. Em seu primeiro discurso no Bundestag, o deputado federal apelou à bancada do SPD: “Ontem, os representantes do SPD se manifestaram contra a formação de uma nova coalizão. Estão corretos. Por favor, permaneçam na oposição ante ao balanço econômico do governo e também no futuro. No dia de hoje, o preenchimento pelo AfD do assentos do Bundestag inicia um tempo onde o debate a respeito da falta de alternativas de gestão do país, pertence ao passado”.


3. Jan Ralf Nolte: “Um soldado precisa ter o direito e a liberdade de defender, o corajoso povo alemão. Naturalmente, defender a Alemanha, apesar de a  “Sea Guardian” (1)  combater o contrabando de armas e o terrorismo no meio do mar ... Existem 4 grandes preocupações que assolam as pessoas na Alemanha e nós os representamos neste parlamento. A violência, a criminalidade, o terror e o descontrole da imigração ... Nós não podemos fazer da Alemanha uma espécie de polícia mundial ... Nosso foco é permanecermos à porta de nossa casa e não em algum lugar no mundo ... É um escândalo a realidade operacional que passa as nossas forças armadas. Tornaram-nas um tipo e atravessadores de imigrantes ilegais ... Os barcos rebocadores e balsas ficam cada vez mais cheios, pois permitiu-se que as nossas forças armadas realizassem resgates ... Elas trouxeram até agora,  21.000 imigrantes para a Europa, os quais teriam que ter voltado para a África ...”


4. Norbert Kleinwächter: “O autodenominado Estado Islâmico representa o oposto dos nossos valores ocidentais... O EI recorre a valores de fé medievais, claramente representados pela Lei da Sharia... Não se pode combater o inimigo Estado Islâmico e ao mesmo tempo, preconizar por todo lugar, que o Islam pertence à Alemanha... Junte isso tudo numa longa lista de como o governo Merkel esticou e rompeu direitos até desfigurá-los. Em relação ao Euro, ela ignorou o Tratado de Maastricht, na esfera de integração em massa criado pelo  Acordo de Dublin (2) e da Constituição. Sem falar no direito internacional de engajamento de combate ao Estado Islâmico. Na Alemanha, pessoas perdem seus empregos se infringirem uma cláusula de seus contratos de trabalho. Já é algo interpretado como se uma lei do Direito internacional fosse violada”.


5. Alexander Gauland: “Há 17 anos as Forças Armadas da Alemanha estão presentes no Afeganistão para garantir a ordem e a segurança... Segundo as palavras do presidente da União das Forças Armadas da Alemanha, isso se revelou uma ilusão duradoura e sem fim. Não obstante, o atual governo quer agora rezar para que haja um prolongamento de mandato, ao invés de finalmente fazer um balanço honesto e responsabilizar-se pelo visível fracasso na região do  Indocuche” (3).


“A ministra Von der Leyen não vai se cansar de relatar êxitos, o que quase nunca pode ser contestado. Ela diz que nesse meio-tempo, já há no Afeganistão: meios de comunicação, eleições, água potável e energia elétrica. Sim, está tudo correto, mas de modo algum essa era a missão do  Bundeswehr (4) naquele país. A missão era realizar ações de segurança e de ordem... Na realidade, isso falhou e o balanço é devastador. O Afeganistão está na lista dos países mais corruptos do mundo.  É mundialmente conhecido como o maior produtor de ópio do planeta e os índices de produção só aumentam, apesar da mais moderna tecnologia militar do ocidente, ataques de drones e de grandes ofensivas. Existem vencedores ou vencidos. E ainda, milhares de centenas de afegãos estão fugindo para a Alemanha. No ano 2000, por volta de 5.400 afegãos deram entrada em pedidos de asilo na Alemanha e só no ano passado já eram 227.000 pedidos, ou seja, 42 vezes mais solicitações do que na época do auge do governo do Talibã. Agora, a srª Ministra da Defesa quer enviar novos soldados alemães para o Afeganistão, enquanto refugiados afegãos tomam café no restaurante Kudamm, ao invés de ajudarem na reconstituição de seu país”.


“Não, a Alemanha não vai defender as montanhas do Indocuche. A Alemanha vai defender as fronteiras alemã e européia. AfD rejeita o prolongamento do acordo militar do Bundeswehr”.

Irritação, vaias ecoavam nas fileiras do CDU/CSU, SPD, Verdes e do Linke.


Aplausos das fileiras do AfD.E não menos por último, o fulminante discurso da líder da bancada do AfD, Alice Weidel, a respeito da política de salvamento do Euro pelo governo alemão.


“Com a aprovação na íntegra do pseudoprograma de ajuda, os digníssimos senhores, membros dos partidos que estão aqui há muito tempo, promoveram um enorme aumento prejudicial de pagamento de impostos ao Estado alemão. É preciso dar um basta nisso. Os cidadãos estão fartos de uma política impraticável de sustento de fidalgos arrogantes. E finalmente, é preciso retornar ao Estado de Direito e para isso, nós tomamos posse!”.


O AfD ovacionou-a de pé, numa estrondosa salva de palmas. É espantoso como é democrático ver 90 deputados alemães conseguirem fazer barulho no Parlamento. Após, a votação em relação à Irlanda, cuja pauta era o reembolso antecipado de empréstimos para economizar 20 milhões de euros, Merkel retornou ao Parlamento toda de vermelho, vestindo cores que oscilavam do verde ao azul claro e se deixou receber homenagens.


Bom que a Alemanha retornou ao que era antes, pelo menos no Parlamento. O AfD acordou os velhos cansados.


Finalmente!


NOTA: Peter Bartels, autor desse artigo, foi chefe de redação do BILD, juntamente com Hans-Hermann Tiedje, no período de 1989 e 1991. Sobre a direção deles, o jornal alcançou uma edição de 5 milhões de exemplares. Em seu livro “BILD: Ex-Chefredakteur enthüllt die Wahrheit über den Niedergang einer einst großen Zeitung”, traduzindo livremente: “BILD: Ex-chefe da redação revela a verdade sobre o declínio de um dos maiores jornais da Alemanha”. No livro, ele descreve o porquê de o poderoso jornal ter perdido mais de 3,5 milhões de leitores nos últimos anos.


(1) Operações de segurança marítima conduzida pela OTAN no mar Mediterrâneo em combate ao terrorismo.

(2) Lei da União Européia que visa agilizar o processo de asilo político de refugiados com o resguardo da Convenção de Genebra.

(3) Região das cordilheiras localizadas no Agefanistão e Paquistão Ocidental.

(4) Forças Armadas da Alemanha.



Tradução - Márcio Alexandre: http://www.ma-traducoes.webnode.com//