ALEMANHA: E AGORA?
 

 

E agora?


DIE ZEIT ONLINE


20 de novembro de 2017

Depois do rompimento das negociações para a Aliança Jamaica, 3 cenários serão concebíveis: A grande coalizão, novas eleições ou um governo minoritário. Estes são os mais prováveis.


O FDP ao fim da noite de domingo abandonou as conversações com o UNION e os Verdes. Há 3 cenários possíveis que podem ocorrer.

1. GRANDE COALIZÃO: Uma coalizão preto-vermelha é calculadamente possível. CDU,        CSU e SPD poderiam teoricamente aceitar o desafio. O SPD já está preparado, mas não para uma nova coalizão. Na última 6ª feira, a líder da bancada do SPD, Andréa Nahles, desconsiderou a possibilidade de uma nova coalizão. O chefe do partido, Martin Schulz, também vê o partido na oposição.  Conclusão: Quase fora de questão

2. O GOVERNO MINORITÁRIO: Com uma possível coalizão CDU/CSU e FDP faltarão 29 cadeiras para uma maioria no Bundestag. Uma aliança preto-amarela teria também que se harmonizar com os votos das outras bancadas. O mesmo é válido para aliança preto-verdes, onde nesse caso, faltariam 42 cadeiras para uma maioria. A Chanceler Ângela Merkel, do CDU, no entanto, não é apreciadora da mudança, pois seria uma maioria duvidosa. Um governo minoritário, após as eleições do Bundestag, também não seria ainda concebível. É um risco.  Conclusão: Improvável

3. NOVAS ELEIÇÕES: O caminho para as novas eleições é difícil, porém é assim o que a Constituição manda. A lei Orgânica, em seu artigo 63, prevê que sejam realizadas novas eleições nas atuais circunstâncias.

Primeiramente, o Presidente precisaria indicar alguém para o cargo de Chanceler. Se essa pessoa alcançar mais da metade dos votos dos integrantes do Bundestag, ela se elegeria Chanceler. Até os dias de hoje, todos os Chanceleres foram eleitos já nas primeiras eleições federais.

Caso o indicado pelo Presidente não alcance a maioria, inicia-se daí, a 2ª fase eleitoral. O Bundestag então, terá 2 semanas para alcançar uma maioria absoluta para eleger um Chanceler. O número de sessões para eleger o 1º ministro é ilimitado, assim como o número de candidatos.

No decorrer dessas 2 semanas, o Chanceler também pode não conseguir uma maioria. Se isso ocorrer, inicia-se então, a 3ª fase. Nessa última rodada eleitoral basta que uma maioria relativa seja alcançada. Eleger alguém seria, portanto, escolher uma pessoa que tenha a maioria dos votos entre os candidatos. Um Chanceler eleito apenas pela maioria relativa dos votos pode designar o Presidente a ser Chanceler ou nomear-se para um governo minoritário.

O Chanceler eleito também pode dissolver o Bundestag e convocar novas eleições dentro de 60 dias.  Conclusão: Provável

Tradução - Márcio Alexandre: http://www.ma-traducoes.webnode.com/