A LUTA CONTRA O TERRORISMO SERÁ DEMORADA
 

 


Guerra contra o terrorismo será longa

Por Egbert Nießler

BERLINER MORGENPOST

24 de maio de 2017

Sempre existem brechas na segurança. O Ocidente deveria conduzir a luta contra o terrorismo islâmico, mas de uma maneira liberal-europeia.

“Não existe segurança absoluta”. Essa é a frase dita e ouvida frequentemente. É verdadeira e não há como contestá-la. De qualquer forma, é frustrante vivenciar sucessivos ataques terroristas e logo depois virmos, a saber, que os autores ou eram conhecidos pelos Serviços Secretos e que se radicalizaram com o auxílio da Internet ou que foram instruídos por islâmicos da Síria, Iraque ou Líbia.

Claro que isso não deve ser considerado uma crítica aos Serviços Secretos. Naturalmente, eles sabem como melhorar as suas ações, como se demonstrou no caso de Anis Amri e numerosos outros atentados já foram impedidos de ocorrerem.

Um Estado de Direito não pode considerar todos suspeitos, prendendo-os, identificando-os e realizando deportações em massa. O Serviço Secreto não pode pendurar câmeras por todos os cantos, afim de controlar as pessoas em cada esquina ou vetar a realização de grandes eventos. Seria o fim da liberdade, algo que ninguém quer por aqui.

Melhorias no controle das fronteiras é sabidamente indispensável, mas não se deve fechá-las completamente, pelo fato de que isso não traria a absoluta segurança. Muitos dos atentados islâmicos realizados na Europa são praticados por imigrantes nascidos e criados no continente.

Algumas das tentativas de integração falharam, assim como a relação do Ocidente com os países islâmicos em diferentes níveis de intensidade, onde há séculos, acabaram se tornando agitadas e conflituosas. Se um dia o mundo islâmico conseguir se reformar, separar a religião da política e aceitar o mundo moderno em sua crença, não faltará pessoas com idéias loucas, das quais precisarão vir para cá trazendo suas bombas e que acreditam no seu “Islam Verdadeiro”.

Seguramente essa ainda será uma longa luta. Nós precisamos aceitá-la da nossa maneira liberal-europeia.

Opinião do Tradutor: A única e a mais eficiente maneira de enfrentar o Islam é não deixar que o mesmo se espalhe pela Europa ou em qualquer país. É preciso bloquear a entrada dos islâmicos. Para isso, as fronteiras devem ser sim fechadas, como a Polônia e a Hungria estão fazendo. O Islam não traz consigo valores úteis aos ocidentais.

Tradução: Márcio Alexandre