SUBMARINOS RUSSOS AMEAÇAM CABOS SUBMARINOS OCIDENTAIS

 

Mediterrâneo e Atlântico: Submarinos russos se aproximam de cabos de comunicação e incomodam OTAN


DER SPIEGEL


23 de dezembro de 2017

Russisches


No fundo do oceano Atlântico passam cabos de dados que asseguram a comunicação via internet e de telefonia entre a Europa a América do Norte. Cada vez mais, submarinos russos passam próximos a esses cabos. O fato está deixando a OTAN preocupada.

Aumenta o número de submarinos russos a caminho do mar Mediterrâneo e do oceano Atlântico. "Eles se concentram, especialmente, nas regiões que passam cabos de dados", disse Andrew Lennon, comandante da Força de Submarinos da OTAN. "Estamos observando uma intensa atividade de submarinos russos, próximos aos cabos de comunicação no fundo do mar, como nunca tínhamos visto antes. Aparentemente, a Rússia está interessada na infraestrutura de comunicação da OTAN e de seus países integrantes", completou Lennon em entrevista ao Washington Post.

Os cabos asseguram o tráfego de internet e outras formas de comunicação entre a Europa e a América do Norte. Por esses canais, diariamente são realizadas transações comerciais da ordem de bilhões de dólares. Se em alguma parte da extensão desses cabos fosse cortada, isso traria imensas consequências para a economia global e o grampeamento dessas conexões permitiria a Moscou tomar conhecimento de preciosas informações do tráfego de informações no mundo.

O Secretário Geral da OTAN, Jens Stoltenberg, compartilha da mesma opinião dos militares da aliança. "A Rússia investiu massivamente em sua Marinha, especialmente em submarinos", disse Stoltenberg em entrevista dada ao jornal FAZ (Frankfurter Allgemeinen Zeitung , edição de domingo). Desde 2014, 13 submarinos russos foram adquiridos pela Marinha do país, os quais estão operando no Atlântico e próximo à costa dos países integrantes da OTAN.

Secretário Geral da OTAN se queixa de déficits

Stoltenberg alertou para o perigo de um possível grampeamento das conexões entre a Europa e a América do Norte. "Nós somos uma aliança transatlântica e por isso precisamos estar em condições de transportar pelo Atlântico, tropas e equipamentos. Nós precisamos também assegurar um caminho livre e seguro pelas rotas marítimas. Depois do fim da Guerra Fria, a OTAN diminuiu a sua capacidade de atuação no mar, em especial a realização de combate a submarinos. Nós treinamos menos e perdemos a nossa destreza", afirmou Stoltenberg.

Como reação às ações russas, a aliança militar reativará o comando especial para o Atlântico Norte, o qual foi desativado, logo após a Guerra Fria. Além disso, a OTAN quer recuperar a sua capacidade e destreza de combate a submarinos, o mais rápido possível.

As movimentações russas estão acontecendo conforme um padrão. Nos céus, aviões militares russos insistem em invadir o espaço aéreo dos países membros da OTAN. Em setembro, foram realizadas as maiores manobras militares do exército russo, chamadas de ZAPAD 2017, bem próximo às fronteiras de países membros da OTAN.  

Tradução - Márcio Alexandre: http://www.ma-traducoes.webnode.com/